Histórias Confessas

Sumi.
Não por falta de tempo, 
ou ocupações do cotidiano;
Sumi por pura falta de ânimo.


Sumi,
Por uma tristeza chata que me impede de viver;
Por uma vontade incontrolável de não fazer nada;
Por culpa de uma melancolia mal controlada que tomou proporções assustadoras.

Sumi sim.
Sumi de mim mesma.
Perdi o rumo em alguma esquina,
e agora não encontro o caminho de volta pra mim.

Sumi.
Não por desejo próprio,
Mas por uma obrigação implícita no desejo perdido.

SUMI!
Em letras bem grandes!
Num grito ausente de som,
Expresso em linhas sem sentindo.

Andei sumida...
Andei doída...
Andei perdida...
Andei por aí,

Sumida no meio de tanto sentimento mal cuidado.
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Quem é essa garota que você encontrou para assumir um lugar que já me pertenceu? Quem é essa que te olha com carinho quando você se distrai? Quem é que, tão logo eu parti, apareceu para arrumar a bagunça que deixei? Afinal, por que me sinto assim? Eu não te amo, é verdade, mas realmente gosto de você. Afinal, se não gostasse por que teria aguentado o relacionamento defeituoso que mantínhamos? E doeu ver que você conseguiu me esquecer assim, tão fácil. O que eu sou para você, se comparada com ela? Sou âmbar, enquanto ela é ouro puro. Ela te faz feliz, enquanto tudo o que eu fazia era ser uma ambição fria e distante. E ela é bonita. Odeio admitir, mas vocês formam um casal incrível.

Eu sei, eu te deixei. Eu dei a palavra final. Eu sou a culpada por nosso fim. Eu quebrei seu coração quando vi que você não podia concertar o meu. Não devia – e talvez não tenha nem mesmo o direito – de sentir inveja dos beijos que ela te dá agora. Mas não me importo. Te ver com ela acabou comigo.
 
Meus amigos dizem que me assustei com a rapidez com a qual você deu a volta por cima, mas eu sei a verdade. Eu estou medindo tudo o que perdi quando disse adeus. Perdi quem entendia minhas neuras e sabia lidar com minhas crises. Perdi quem me abraçava quando eu precisava de carinho, quem sorria das mínimas coisas que eu escondia em meus detalhes, que brigava comigo toda semana. Perdi um amigo e um confidente, embora não um grande amor. Perdi nossas brincadeiras, nossa sincronia, nossos olhares afiados. Perdi a pessoa que conversava comigo pelas madrugadas, que dividia seus anseios, que me contava histórias. Que me ligava quando eu ia pra casa. Perdi, e só agora realmente percebi que não vou ter de volta. 

E o mundo sabe o quanto eu estou tentando ficar feliz por você. Você merece os sorrisos, os beijos apaixonados, as mãos dadas ao caminhar. Você merece mesmo. Não é uma má pessoa, só foi uma má pessoa ao meu lado. Tínhamos ritmos muito divergentes, e agora você achou sua batida perfeita.  Então vá ser feliz. Eu e meu coração vamos ficar bem.
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Um dia, decidiram me odiar.
Sem motivos, explicações ou razões concretas.
Era pequena, sensível, frágil e imperfeita
Nunca foi um grande desafio me hostilizar pelos corredores.

E então me odiaram
Me chamaram de nomes cruéis,
Gritaram por aí que eu não valia nada
E que só podia ser louca por gostar de ser eu.

Com o tempo, eu aprendi a me odiar também.
Odiava o tudo;
Odiava o nada;
Odiava ter que morar dentro de mim.

Felicidade se tornou um desejo distante.
Constantemente presa na tentativa de explicar o inexplicável,
Afinal, suas palavras não poderiam ser sem motivo algum.
Então a culpa aprendeu a dividir espaço com o vazio dentro mim.

Mas o tempo, fluído, não demorou a passar.

Um dia eu finalmente consegui entender.
Não foi algo que eu fiz ou disse.
Foi pelo prazer doente de ser cruel.
Foi pela infelicidade com a própria existência.

Hoje, voltei a me amar.
Fiz as pazes com meus defeitos e decidi,
De uma vez por todas,
Ser feliz com meu eu.

Agora torço para que você ache um meio o ser feliz também.
Que pare de plantar essa negatividade opressora,
E compreenda o peso que suas palavras podem ter
Assim, quem sabe um dia você pare de distribuir essa ódio sem sentido por aí.



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Talvez você esteja em casa, assistindo alguma série sobre psicopatas na netflix, sentindo-se tão só quanto eu me sinto. Talvez, você esteja em uma festa, sorrindo e esquecendo-se por um momento do vazio em seu peito que, em algumas noites solitárias, parece ter um peso esmagador. Talvez, você esteja estudando para uma prova de matemática, fazendo panquecas, ouvindo alguma banda dos anos 90, pesquisando sobre a extinção dos tigres dente de sabre. Talvez, talvez, talvez. Talvez você exista, talvez nos esbarremos por aí, talvez encontremos um no outro a peça que falta em nosso quebra cabeça defeituoso. Ou talvez você seja apenas fruto da esperança de uma garota estranha, que por motivos também estranhos não seja tão boa com relacionamentos. Esse é o problema não é? O talvez. A inebriante falta de certeza que nos cerca e nos deixa assim. Desnorteados, apegando-se à esperança fútil de um amor inventado.

Mas, meu querido talvez, eu não sou capaz de abandonar-te. Não sou capaz de encarar a realidade completamente e perceber o quão patética sou por ansiar por alguém como ti. Você é meu porto seguro nas piores noites, com quem eu sonho quando a vida se transforma em um pesadelo, minha doce ilusão. Não tem nome, endereço e não se parece com ninguém. Um sopro de esperança que não me permite abandonar minha fé no amor. Isso é você. Um amor inexistente, incoerente e impossível, mas que não me deixa desistir completamente.

Talvez você esteja em mim, seja a parte da minha personalidade que, por mais dura que seja a queda, por mais infeccionado que esteja o ferimento, quer ficar e lutar por dias melhores. Talvez, algo dentro de mim esteja quebrado, e você seja o pedaço que falta para consertar tudo. A minha super cola. O que sei é que pensar que há alguém, em algum lugar, que se sinta tão deslocado quanto eu me sinto, não me deixa entrar em colapso. Pra mim, você é uma ideia boa. Um personagem de uma história ainda não contada. Um bote salva vidas em que posso me agarrar a hora que quiser, sem o risco de estragar tudo. Talvez você não exista, talvez eu seja louca por imaginar-te, mas sem isso, sem essa pequena e louca parcela de esperança, eu jamais poderia escrever sobre o amor.
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Aspirante a escritora, apaixonada por livros e sonhadora profissional.

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